domingo, 31 de maio de 2009

A história de Juca Pato, ídolo do Uberaba Sport.

Uma sepultura simples, na longínqua quadra ”R” do Cemitério São João Batista, em Uberaba, é residência eterna de um dos maiores e mais polêmicos jogadores do Uberaba Sport em todos os tempos: o “negrinho” Juca Pato. O túmulo simples é ornamentado por uma bola de futebol esculpida em granito e uma singela plaqueta, onde se lê: “Jucapato, ídolo de sempre”.

José Antônio da Silva nasceu em 02/11/1910. Habilidoso, de refinada técnica, chamava a atenção pela visão de jogo, a facilidade em dar passes, a boa condução de bola e o preparo físico invejável. Foi figura onipresente no ataque alvirubro nas décadas de 30 e 40. Sua fama ultrapassava as fronteiras do Brasil Central e o levou a jogar no Corinthians no final da década de 30. Em São Paulo, tomado pela saudade da sua Uberaba, ficou por pouco tempo, alegando que “o frio por lá estava de matar”.

Após mais de 60 anos, sua passagem pelo Colorado continua sendo lembrada, tanto pelas apresentações notáveis quanto pelas enormes confusões que criava. Mesmo jogando ao lado de atletas como Ayala, Gabardo e Gabardinho, era apontado pelos torcedores como um dos maiores destaques do time. Mas o ponta-direita, esperto, driblador e artilheiro notabilizou-se mesmo pela fama de encrenqueiro, provocando várias brigas em sua carreira.

Ajudou a equipe alvirubra a brilhar em vários momentos, inclusive na primeira participação do clube em campeonatos mineiros, no longínquo ano de 1945, quando já era um veterano. Nesse campeonato, fraturou o tornozelo em um jogo contra o Atlético Mineiro, numa disputa de bola com Cafunga.

Em 1946, recuperado mas receoso, retornou aos campos na equipe de aspirantes do Uberaba, mas não jogou mais pela equipe principal e acabou por transferir-se para o Atlético da Abadia, disputando o campeonato amador de Uberaba.

A última contusão, mal curada por uma medicina ortopédica ainda rudimentar, fez com que Juca mancasse para sempre. Encerrou sua carreira no final da década de 40. Por muitos anos trabalhou no Uberabão, como auxiliar de serviços gerais, onde servia o famoso “cafezinho da imprensa” nas cabines de rádio, jornal e TV. Completava a renda fazendo bicos como pedreiro e pintor.

Saindo de cena
E foi trabalhando na reforma de um telhado que Jucapato encontrou a morte. Por descuido, enquanto trabalhava, deixou escapar uma telha, que espatifou-se em um berço, no cômodo abaixo. O incidente não passou de um susto, mas a briga que se sucedeu, entre Juca e seu contratante, causou intensa emoção e desgosto no velho jogador. À noite, no mesmo dia, caiu vitimado por um infarto fulminante. Morreu brigando, como brigando viveu toda uma vida de limitações e dificuldades.

Faleceu em 06/02/1981, deixando viúva a Sra. Zulmira Teodoro de Sousa e quatro filhos. Seu velório ocorreu no Estádio Boulanger Pucci, com todas as honras para um dos maiores ídolos do clube em todos os tempos. Hoje é nome de uma rua no Conjunto Beija Flor II, bairro popular de Uberaba.

Abaixo a transcrição da marcha Juca Pato, composta por Lourival Balduíno do Carmo, o Barão, co-autor do hino do Uberaba Sport, publicada no jornal “O Triângulo Esportivo” em 1938. Mais uma evidência de sua condição de ídolo da torcida.


Juca Pato (Marcha)
Música: Benedicto Nascimento
Letra: Lourival Balduíno do Carmo (Barão)

Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão

Se a bola centra,
O negro entra!
Elle é pão duro!
Que não dá furo

É uberabense
Que chuta e vence
É o intemerato
Az Juca Pato!

Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão
Torcida alerta!
É gol na certa

No pé do pato
Não há desacato
É bravo e audaz!
Heroe primeiro
Grande Ponteiro!

Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão.
Obs.:
Agradecimento especial à Doutora Lúcia Helena Soares, excelente obstetra, que trouxe ao mundo meus dois filhos, Ruy Neto e Davi. Neta de Juca Pato, Lúcia me contou boas histórias que enriqueceram esse artigo.

Demais fontes:
- Jornal O Triângulo Esportivo, de Uberaba-MG, edição de 22/02/1938.
- Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba-MG, diversas edições de 1946.
- Jornal da Manhã, de Uberaba - MG, edição de 07/02/1981.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Campeonato Uberabense de 1946

Esse torneio marcou o início do famoso penta campeonato conquistado pelo Independente, verdadeiro bicho papão do futebol amador uberabense. Merece registro também a primeira participação do VR Futebol Clube, time criado pelo pecuarista Torres Homem, cujo nome, o mesmo da empresa agropecuária, fazia homenagem ao pai, Vicente Rodrigues da Cunha, um dos maiores expoentes da pecuária nacional e ex-presidente do Uberaba Sport.
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Participantes:
- Independente Atlético Clube - Bairro Estados Unidos
- Associação Esportiva Merceana - Bairro das Mercês
- Clube Atlético Mineiro - Bairro da Abadia
- Esporte Clube Fabrício - Bairro do Fabrício
- Sete de Setembro Futebol Clube - Bairro São Benedito
- VR Futebol Clube - Chácara N. S. de Lourdes

Resultados:
Primeiro turno:
31/03/46
Sete de Setembro 0x2 Fabrício
03/04/46
Independente 2x1 Atlético (Anísio, Netinho; Tiago)
07/04/46
Merceana 1x1 VR (Totonho, Osório)
10/04/46
Fabrício 2x3 Independente (Telegrama, Pinhegas; Baiano (contra), Anísio e Jorginho)
14/04/46
Atlético 4x1 Sete de Setembro
17/04/46
VR 2x0 Fabrício (Mauriti e Gabardo)
21/04/46
Independente 2x1 Merceana (Netinho (2); Totonho)
24/04/46
Sete de Setembro 0x1 VR
28/04/46
Atlético 1x1 Fabrício
01/05/46
Merceana 3x2 Sete de Setembro
05/05/46
VR 2x0 Independente (Gilberto, Odair)
08/05/46
Fabrício 1x2 Merceana
12/05/46
VR 1x0 Atlético (Túlio)
15/05/46
Sete de Setembro 1x3 Independente (Katalian; Jorginho (2), Anísio)
19/05/46
Atlético 2x2 Merceana

Segundo turno:
29/05/46
Fabrício 1x3 Sete de Setembro
02/06/46
Atlético 1x4 Independente (Pão Creoulo; Netinho (2), Helinho (2))
05/06/46
VR 0x2 Merceana (Totonho, Valtinho)
08/06/46
Independente 3x2 Fabrício
12/06/46
Atlético 4x1 Sete de Setembro
16/06/46
VR 2x0 Fabrício
19/06/46
Merceana 1x2 Independente
23/06/46
VR 5x1 Sete de Setembro
26/06/46
Fabrício 1x4 Atlético
30/06/46
Merceana 3x2 Sete de Setembro (Valtinho, Totonho e João; Pedro e Zeca)
03/07/46
Independente 3x2 VR
07/07/46
Fabrício x Merceana (empate)
10/07/46
VR x Atlético (empate)
14/07/46
Independente 5x0 Sete de Setembro (Adão (3), Helinho e Netinho)
21/07/46
Atlético x Merceana

Classificação Final:
1 – Independente
2 – VR
3 – Merceana
4 – Atlético
5 – Fabrício
6 – Sete de Setembro

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

1990: Independente conquista torneio em cima de Uberaba e Nacional.

Em 1990, objetivando movimentar o futebol da cidade e aproveitando as discussões a respeito da criação do Estado do Triângulo, foi realizado em Uberaba o “Torneio Emancipação do Triângulo”, entre as três principais equipes da cidade. O título ficou com aquela que estava há mais de uma década afastada do profissionalismo, o Independente.
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O pontapé inicial foi dado pelo presidente da CET (Comissão de Emancipação do Triângulo), o empresário Ney Junqueira (já falecido).
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Participantes:
Independente Atlético Clube
Nacional Futebol Clube
Uberaba Sport Cub
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Resultados:
04/11/1990
Nacional 0x2 Uberaba [Juarez, Marcone]
11/11/1990
Independente 0x0 Uberaba

15/11/1990
Nacional 0x0 Independente

18/11/1990
Uberaba 1x0 Nacional [Helinho]

22/11/1990
Uberaba 0x3 Independente [Cristiano (3)]

25/11/1990
Independente 3x1 Nacional [Cristiano (2), Zique; Jardel]
Independente Atlético Clube, Campeão do Torneio Emancipação do Triângulo.

sábado, 5 de julho de 2008

Nacional, Campeão da Primeira Divisão de Minas Gerais em 1982.

Em pé: Massagista, Da Silva (Treinador), Lúcio, Jairo, Shell, Nonato, Paulinho Rodrigues e Alamir; Agachados: Marcinho, Cristiano, Joãozinho, Tepa e Baco.

Este é o grande time time do Nacional, campeão mineiro da primeira divisão em 1982. A campanha foi marcada por bons e maus momentos, mais em função do grande equilíbrio entre os participantes do que de fraquezas da equipe. O título só foi assegurado após a vitória do XV, de Uberlândia sobre o Fluminense de Araguari, em partida adiada. A equipe nacionalista tinha como destaques o zagueiro Edson Shell, o atacante Cristiano e, principalmente, aquele que se tornaria um dos maiores médio volantes do futebol brasileiro em sua época, Paulinho Rodrigues, campeão brasileiro com o Bahia em 1988.

domingo, 15 de junho de 2008

Mojiana Futebol Clube. Nosso primeiro time não chegou a jogar.

A cidade de Uberaba pode ser considerada um dos berços do futebol no Brasil Central, já que o esporte era praticado desde 1903 no Ginásio Diocesano, da Congregação dos Maristas. Chamado então de “bate balão”, o futebol chegava para destronar o bete-grande, espécie de baseball praticado pelos ginasianos, além de outras brincadeiras como o chicote queimado, o quadrado e a barra bandeira.

Apenas em 1910, contudo, seria fundado o primeiro clube organizado para a prática do esporte. Nascia, assim, o Mojiana Futebol Clube, que embora não tenha realizado jogos oficiais, marcou o despertar do futebol na cidade.

Fundado em 24/06/1910 por Adelino Simões, português, recém chegado de Campinas, o Mojiana era constituído exclusivamente por empregados da Companhia Mojiana de Estradas de Ferro. Com o início dos treinos, vários rapazes, alheios aos serviços da estrada, se interessaram em fazer parte da equipe e filiar-se ao clube.

Porém, o chefe do depósito, Caetano Collantoni, não aceitava a participação de “estranhos”. Assim, antes que houvesse feito uma partida sequer, o ajudante de tráfego, Francisco Silva, trabalhou para que a agremiação parasse de utilizar o campo da Companhia, o que permitiria a ampliação do quadro de associados.

Com a autorização da Câmara Municipal de Uberaba para que o clube utilizasse um campo nas proximidades da Mojiana, os associados resolveram aproveitar e mudar a denominação da equipe. Nascia então o Trângulo Futebol Clube, em 25/06/1911, juntamente com a mudança das atividades futebolísticas para o campo da Vila Carlos Machado. Durante sua existência, de apenas dois anos, demontrou uma perfeita e completa organização, mas os resultados pouco animadores motivaram uma nova mudança de nome. Foram 16 partidas, com seis vitórias, quatro empates e seis derrotas.

Artigo adaptado de textos constantes no livro “História do Futebol em Uberaba, de Hildebrando Pontes, publicado em 1922.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ponte Alta, campeão amador de 1965.

Distante 35 km do centro de Uberaba, e contando hoje com uma população de aproximadamente 4 mil habitantes, o distrito uberabense de Ponte Alta, mais conhecido por abrigada uma importante fábrica de cimento conseguiu, em 1965, o título máximo do futebol amador de Uberaba. Naquela época o time se chamava Esporte Clube Cimento Ponte Alta.

O time campeão:
O time base formava com Cabecinha, Miguel, Adão, Euler e Walter.Eli Babão e Klinger. Carlinhos Machado, Mesquita, Buleia e Geraldino. O elenco contava ainda com Roberto, Bezerra, Gersino e Tatão. O esquadrão da camisa verde e branca tinha como massagista Zé Apontador, apaixonado por instrumentos de corda. O técnico da campanha vitoriosa foi o Sr. Arlindo.

Os dias de hoje:
Em 2006, com o vice-campeonato da segundona uberabense, retornou à elite do futebol amador da cidade em 2007.
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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Temporada de 1955 no futebol uberabense.

Campeonato Amador de 1955

Participantes:
- Associação Esportiva Stela Maris
- Associação Esportiva Merceana*
- Esporte Clube Fabrício
- Independente Atlético Clube
- Nacional Futebol Clube
- Uberaba Sport Club

* A Merceana desistiu antes do final do primeiro turno.

Primeiro Turno:

24/04/55
Independente 3x3 Nacional [Jorginho, Jordão, Didi; Rubinho, Heliodoro, Domingão]

08/05/55
Merceana 1x2 Uberaba
Stela Maris 1x0 Fabrício [Barriga]

22/05/55
Merceana x Independente

29/05/55
Uberaba 1x3 Fabrício
Stela Maris 5x0 Merceana

05/06/55
Independente 2x2 Uberaba

09/06/55
Fabrício 1x0 Nacional [Baiano]

12/06/55
Uberaba 1x4 Stela Maris [Azambuja; Ari (3), Calmon]

19/06/55
Independente 2x1 Stela Maris [Crispim (2); Ari]

26/06/55
Independente 2x0 Fabrício [Antônio Cury (2)]

29/06/55
Nacional 2x2 Uberaba

17/07/55
Nacional 3x2 Stela Maris [Heliodoro (2), Joãozinho; Ari (2)]

Segundo Turno:
14/08/55
Nacional 3x0 Independente [Joãozinho, Waldomiro, Julinho]

21/08/55
Fabrício 7x1 Stela Maris [Luizinho (3), Colmanete (2), Lula, Timbete; Ari]

04/09/55
Nacional 2x2 Fabrício [Waldomiro, Heliodoro; Luizinho, Tiãozinho]

18/09/55
Uberaba 2x2 Nacional [Azambuja, Tesourinha; Aldinho, Vovô]

25/09/55
Stela Maris 2x2 Independente

02/10/55
Fabrício 1x1 Independente [Lula; Jorginho]
Uberaba 4x2 Stela Maris [Azambuja (4); Teleleco, Ari]

09/10/55
Nacional 3x1 Stela Maris [Sultan (2), Domingos; Ari]

16/10/55
Fabrício x Uberaba

Nacional Futebol Clube, campeão amador de 55.

Campeonato Juvenil de 1955

Participantes:
- Associação Atlética Merceana
- Comendador Quintino
- Esporte Clube Fabrício
- Clube Atlético Uberabense
- Independente Atlético Clube
- Nacional Futebol Clube
- Uberaba Sport Club

Primeiro Turno:
10/04/55
Merceana 0x1 Fabrício [Solé]
Nacional 2x1 Atlético [Cacildo, Cavanca; Negrinho]

17/04/55
Independente 0x3 Uberaba [Piola (2), Idenir]

24/04/55
Fabrício 4x4 Nacional [Zuzu (3), Calango; Cavanca (2), César, Cafu]
Atlético 0x0 Comendador Quintino

01/05/55
Comendador x Independente

08/05/55
Nacional 0x0 Merceana

15/05/55
Merceana 1x7 Uberaba [Pudim; Wanderley (2), Zé Adelmo (2), Idenir (2), Piola]
Atlético 0x1 Independente [Airton]

22/05/55
Comendador x Fabrício

29/05/55
Uberaba 5x2 Nacional [Zé Adelmo (3), Idenir (2); Pedro, César]
Independente 3x1 Merceana

05/06/55
Fabrício x Atlético

12/06/55
Uberaba 6x0 Comendador Quintino [Idenir (2), Nifan (2), Netinho e Zé Adelmo]

19/06/55
Nacional 1x0 Independente [César]
Atlético 5x0 Merceana

26/06/55
Uberaba 1x0 Fabrício

03/07/55
Comendador 0x2 Nacional [César, Braguinha]

10/07/55
Independente 6x0 Fabrício

17/07/55
Uberaba 2x1 Atlético [Piola, Idenir; Dedé]

24/07/55
Comendador wo x o Merceana

Segundo Turno:
07/08/55
Comendador 0x1 Atlético
Fabrício wo x o Merceana

14/08/55
Independente 3x1 Nacional

21/08/55
Comendador 3x4 Uberaba

28/08/55
Fabrício 1x2 Independente

04/09/55
Nacional 0x1 Comendador
Uberaba wo x 0 Merceana

11/09/55
Independente 2x0 Atlético

18/09/55
Atlético x Fabrício
Nacional wo x 0 Merceana

25/09/55
Independente 1x1 Comendador [Miltinho; Clermon]

02/10/55
Atlético 0x3 Uberaba [Idenir (3)]

09/10/55
Fabrício 1x0 Comendador [Tagiba]

16/10/55
Nacional 0x2 Uberaba [Idenir (2)}

23/10/55
Atlético 2x2 Nacional [Macaco, Dedé; Cavanca, Braguinha]

30/10/55
Uberaba x Fabrício

13/11/55
Nacional wo x 0 Fabrício

20/11
Uberaba x Independente (vitória USC)

Uberaba Sport Club, campeão invicto do certame juvenil de 1955.





domingo, 27 de abril de 2008

Campanha do Independente, campeão de 67.

Eis a campanha completa do Independente na conquista do título da Primeira Divisão Mineira de 67. Entre colchetes os artilheiros de cada partida.

Zona Triângulo - Subzona I:
16/07/67 Ituiutabana 1x2 Independente [Nenzinho; Dedé e Sapucaia]
23/07/67 Independente 1 x 0 Fluminense [Cunha]
29/07/67 Independente 1x1 Araguari [Dedé; Domingão]
04/08/67 Ipiranga 0x2 Independente [Perigo, Zé Humberto]
19/08/67 Independente 2x1 Ituiutabano [Paulinho, Marsenal; Zezé]
26/08/67 Ituiutaba 2x0 Independente [Julião, Zequinha]
07/09/67 Independente 4x0 Ituiutabana [Nena, Sapucaia (2) e Cunha]
10/09/67 Fluminense 1x3 Independente [Arlindo; Sapucaia (2) e Cunha]
24/09/67 Independente 1x0 Ituiutaba [Sapucaia]
01/10/67 Independente 3 x 0 Ipiranga [Sapucaia, Paulinho e Nena]
15/10/67 Ituiutabano 0x2 Independente [Sapucaia (2)]
29/10/67 Araguari 4x0 Independente [Quinzito (2), Rodrigo e Domingão]

Decisão da Zona Triângulo:
28/01/68 Independente 6x0 Mamoré [Perigo (2), Nena, Sapucaia, Dedé, Zé Humberto]
04/02/68 Mamoré 2x5 Independente [Sabará e Ju; Cunha (2) e Sapucaia (3)]

Finais:
28/02/1968 Olympic 2 x 2 Independente [Wilson, Picinim; Sapucaia, Perigo]
03/03/1968 Independente 3 x 0 Olympic [Sapucaia (2) e Cunha]
07/03/1968 Independente 6 x 4 Alfenense [Sapucaia (3), Perigo (2), Dedé; Turinha, Teia, Paulo e Mococa]
12/03/1968 Alfenense 2 x 0 Independente [Mococa (2)]

Resumo da campanha:
- 18 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.
- 43 gols marcados, 20 gols sofridos

Artilheiros:
Sapucaia - 19 gols
Cunha - 6 gols
Perigo - 6 gols
Dedé - 4 gols
Nena - 3 gols
Paulinho - 2 gols
Zé Humberto - 2 gols
Marsenal - 1 gol

Independente Atlético Clube, de Uberaba, campeão da Primeira Divisão de Minas Gerais 1967.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Independente Atlético Clube.

O Independente Atlético Clube nasceu em Uberaba em 23/03/1938, fruto de um desentendimento entre diretores do Uberaba Sport Club. Liderados por Sebastião Bráz (avô de Fernando Vanucci) fundaram um clube que foi a grande força do futebol amador de Uberaba nas décadas de 40 e 50. O primeiro presidente foi o tabelião Mário de Moraes e Castro (avô do jornalista Mário Prata).

Independente 2x1 Uberaba – Estádio Antonio Dal Secchi – 04/06/1953 – Aparecem Tino (goleiro do USC), Sodré (USC), Rodrigo (Ind) e Vadinho (USC). Foto cedida pelo Arquivo Público de Uberaba.

A intensa rivalidade fez com que o Independente e o Nacional seguissem o rival famoso, o Uberaba Sport, pelo profissionalismo. O clube teve como diretor Sherloc Braz, filho de Sebastião Bráz e pai de Fernando Vanucci, e revelou para o Brasil o zagueiro Normandes (ex-Atlético e Cruzeiro).

O primeiro jogo:
A estréia do clube aconteceu justamente em um jogo contra o Uberaba. Para essa partida o Independente trouxe dois dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, Feitiço e Waldemar de Brito (aquele que descobriu Pelé para o futebol), além dos irmãos francanos Luiz e Zeca Lopes (titular da seleção brasileira de 38).

A chegada desses reforços na estação da Companhia Mojiana de Estradas de Ferro foi bastante badalada, marcada por um desfile de carros, banda de música, fogos e rojões. Em campo, no dia do jogo, o Independente, comandado por um jovem que viria a dirigir o time por várias décadas, João Rosa, o “Cabeção”, venceu o duelo por 2x1.

O time dos estudantes:
A fama de “time de estudantes” é justificada pelo sem número de atletas que, vindo estudar em Uberaba, encontraram no Independente a “sua casa”.
Normandes, por exemplo, que marcou época no Galo Mineiro, hoje um respeitado odontólogo, creditou ao ambiente do Independente a escolha de sua profissão. “Uberaba sempre foi uma cidade universitária e fui jogar no Independente, time em que 90% dos jogadores estudavam em alguma faculdade. Fui incentivado pelos companheiros a estudar e escolhi fazer odontologia”, confessou o clássico zagueiro, que fez parte da equipe que conquistou o principal título do clube, o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, em 1967.

A participação nos campeonatos mineiros de 1968 e 1969:
Em 1968, na sua primeira participação na principal divisão mineira, o Independente sofreu uma goleada histórica para o Cruzeiro, no Mineirão. Em uma partida fantástica de Tostão, que fez 4 gols, o time de Belo Horizonte venceu por nada menos que 10x0. Por muito tempo essa foi a maior goleada da história do Mineirão, só superada 12 anos depois quando o mesmo Cruzeiro venceu o Flamengo de Varginha por 11x0. Naquele campeonato o Independente venceu apenas três jogos e terminou em último lugar. No ano seguinte um honroso 9° lugar, entre 16 participantes foi o canto do cisne do "Tremendão" na principal divisão mineira. Em 1970. mesmo convidado a participar do campeonato não conseguiu superar a grave crise financeira e iniciou seu declínio.

Antônio Dal Secchi:
Dal Secchi foi, sem dúvida, o mais famoso presidente do clube. Contam os torcedores que ele, certa vez, perguntado do que mais gostava na vida, saiu-se com essa:

- Do Independente e da minha
família.

- E Deus? - Perguntou o
interlocutor.

- Se Ele torcer pro Independente, gosto
Dele também…

No final de 2005, o estádio que leva o nome do saudoso presidente recebeu sistema de iluminação, em programa do governo do estado (Campos de Luz).

Esporte Clube Fabrício

O Esporte Clube Fabrício foi fundado em 01/11/1941, no alto (bairro) do Fabrício, em Uberaba-MG, por Osvaldo Corá, Wilson Fernandes Rodrigues (Ticrila), João Leite, Caetano Valicente, João Félix, Agostinho Araújo, Glayer Leite e outros. O clube originou-se na atual praça da igreja São Judas Tadeu, quando ainda não existia a igreja, sendo-lhe doado no ano seguinte, pelo prefeito Carlos Martins Prates, o terreno para construção do campo próprio, o Estádio Glayer Leite.

O estádio era conhecido na década de 50 como o “Vulcão Fabriciano”, porque, de qualquer lugar que se chutava a bola, levantava-se um verdadeiro “tufão” de poeira.

Em 1952 o Fabrício pôs fim a um longo reinado do Independente no futebol amador de Uberaba. Comandados pelo saudoso Carmo Caetano Valicente o time grená fez uma bela campanha e derrotou na final justamente o bicho papão do bairro Estados Unidos. O time-base do Fabrício era formado por Jorge Carteiro, Clemente e Tonico. Nono, Jorjão e Rondon, Bilo, Chiquinho, Zé de Freitas, Zé Vieira e Pirilo. Além desses, também fizeram parte da campanha Nelito, Aparício, Zé Bode, Bié, João Leite, Hélio Piriá e Banana. O presidente do clube nessa época era Bilula Pagliaro. A conquista foi comemorada no Bar do Arquimedes, que dali em diante se tornou um tradicional ponto de encontro da cidade.


Foto do time supercampeão amador de 1988, gentilmente cedida pela LUF.

Em 28/10/2005, vários nomes famosos do futebol uberabense e brasileiro, entre eles o eterno Djalma Santos (bi-campeão mundial em 58 e 62), Careca (Hamilton de Souza, que foi meia-atacante do Cruzeiro nos anos 80 e 90, convocado várias vezes para atuar na Seleção Brasileira de Futebol), Paulo Luciano, Vandinho e Tonzinho voltaram aos gramados em evento de inauguração da iluminação do estádio Glayer Leite. A obra integrou o programa “Campos de Luz”, do governo de Minas. Em campo se enfrentaram futebol a Seleção Mineira de Masters e o time master do Fabrício, então campeão da Copa Master de Uberaba.

Em 2007, o clube conquistou o “Módulo B” do campeonato amador de Uberaba e voltará, em 2008, à elite do futebol uberabense. O Fabrício ainda desenvolve um forte trabalho nas categorias de base da cidade, tendo conquistado diversos títulos em sua história.

Ficha:

Esporte Clube Fabrício

Rua Portugal, s/nº - Bairro Fabrício

Uberaba-MG

Cores: Grená e Branco.

Associação Esportiva Merceana

A Merceana foi fundada em 20/02/1943, em Uberaba-MG e substituiu com sucesso os times que reinavam no bairro das Mercês até então, o Asa (Associação Esportiva de Amadores) e o Bangu.

Nesse mesmo ano, 1943, se disputou o primeiro campeonato oficial da recém criada Liga Uberabense de Futebol e, para surpresa geral, a Merceana foi a grande campeã. Naquele tempo a equipe treinava até mesmo na Avenida da Saudade, tradiconal via de acesso ao principal cemitério da cidade, puxada pelo capitão João, antigo jogador do Asas. Os grandes heróis daquela conquista foram Cabelo (que fazia gols espíritas), Brandão (um jogador de passes matemáticos), o calmo Miguel, o veloz Lógico e o grande capitão João, e suas fortes cabeçadas.

Em 05/06/1949 o clube inaugurou, na av. da Saudade, onde hoje é a Escola Estadual Professora Corina de Oliveira, o estádio Nabor Facure, em uma partida amistosa contra o Palmeiras, de Franca, que terminou empatada em 2 x 2. A transformação do estádio em escola deu-se através de convênio com a Alemanha. Na época o clube era presidido por Minervino Cesarino.

Na década de 50 o clube alviverde disputou algumas edições do Campeonato Regional do Triângulo. Conhecido como o “Periquito Verde”, é um dos maiores ganhadores do futebol amador de Uberaba e até hoje mantém ativas suas categorias de base.
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Endereço do estádio:
Estádio Paulo César Pardi
Praça Juliana Castro Cunha, 55
Jardim Uberaba
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Fontes:
- Jornal Lavoura e Comércio, diversas edições do ano de 1962, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.